quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A democracia directa na actualidade - o que se faz agora

A Tertúlia Liberdade convida todos os amigos a participarem na sessão que iremos promover na próxima sexta-feira, dia 23 a partir das 18,30 h na Biblioteca/Museu da Republica e Resistência (Bairro Grandela) na Estrada de Benfica, 419 (Metro Alto dos Moinhos).

Esta é a terceira e última Conferência/Debate sobre a Cidadania Hoje e a actualidade da Democracia Directa, que defendemos. Esta sessão será dedicada a experiências práticas e actuais de auto-gestão e democracia directa.

Haverá várias comunicações sobre movimentos que na actualidade seguem este modelo de organização. A coordenação do debate será feita por um membro de uma experiência rural actual e conseguida no Alentejo, a Aldeia das Amoreiras. Teremos ainda um espaço dedicado à apresentação de outros projectos semelhantes.

Quem tiver conhecimentos de experiências actuais que estejam a resultar, é convidado a dar a conhecê-las nesta sessão. Assim como, aqueles que tenham projectos futuros deste tipo, terão neste encontro a oportunidade para expor as suas ideias e encontrar parceiros.

                                               AGRADECE-SE A DIVULGAÇÃO

Solidariedade com a Palestina


                                              SOMOS TODOS SERES HUMANOS

Mas na Palestina colonizada, a ocupação militar não quer saber disso, não respeita nem o ser humano nem a lei internacional. Na Palestina, o exército de ocupação regularmente bombardeia a faixa de Gaza, como também prende, tortura e mata a população de Cisjordânia.
O povo de Gaza está bloqueado neste minúsculo território, sem hipótese de sair e ainda por cima com um bloqueio que o obriga a sobreviver com o pouco que passa nos tuneis, clandestinamente vindo do Egipto.
Nesse contexto, há alguns dias que os aviões sionistas largam bombas que matam mulheres como homens, civis como resistentes, crianças como adultos, sem falar do grande número dos feridos.
Esta ofensiva chega quatro anos depois da brutal e arrasadora operação "Cast lead" durante a qual foram mortos quase 1500 Palestinianos. Isso tudo não somente com a indulgência da «comunidade internacional» (como se autoproclama o bloco ocidental), mas ainda com o seu total apoio mediático, diplomático, militar e financeiro. Sim, com os impostos do cidadão ocidental!
Não podemos aceitar que um povo quase sem defesa seja assim martirizado.

EXIGIMOS

O fim imediato do massacre in Gaza

O julgamento dos crimes de Israel contra a humanidade

O respeito das leis internacionais


Tertúlia Liberdade & Antena Mínima da Organização Revolucionária

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Na Andaluzia com o SAT (Sindicato Andaluz de Trabalhadores)


A Tertúlia Liberdade e amigos estiveram nos primeiros dias de Novembro na Andaluzia. Tratou-se de mais uma visita ao Sindicato Andaluz de Trabalhadores (SAT) para conhecer os avanços das lutas nas cidades e campos da Andaluzia.

O primeiro dia foi passado em Somonte, uma quinta ocupada pelos trabalhadores rurais nos arredores de Palma del Rio. Vigiados pela Guardia Civil, que já tentou desocupar a quinta, os visitantes acompanharam o dia-a-dia da vida desta exploração agrícola onde agora se constrói a utopia.

Seguiu-se Marinaleda onde visitámos a cooperativa de Los Humosos e uma fábrica de transformação de produtos vegetais. Estivemos ainda na sede do Ayuntamento e no Bairro de Autoconstrução testemunhando formas diferentes de fazer política autárquica e de habitação.

Em El Coronil fomos recebidos por Diego Cañamero, porta-voz do SAT com quem trocámos impressões ficando a conhecer os novos desafios que se colocam ao sindicato e à luta que vem travando há mais de três décadas. Em quase duas horas passou-se em revista as recentes ocupações de terras, as questões relacionadas com a produção agrícola nas diferentes cooperativas, o nacionalismo andaluz e os projectos para um futuro que se quer de luta na construção de um mundo novo.

O último dia foi passado em Sevilha, com a Corrala de Vecinas La Utopia. Trata-se de uma comunidade de famílias de desempregados, de desalojados que perderam as suas casas e de gente pobre que ocupou um prédio, propriedade dum banco, mas que se encontrava devoluto no centro de Sevilha. Ali moram e resistem sem água, sem luz… e sem medo.

Foram quatro dias de intensos contactos e de recolha de materiais que vamos agora dar a conhecer por cá. Porque há outras formas de fazer sindicalismo que merecem ser apoiadas e divulgadas.
Espreita os pormenores da visita aqui.                           

sábado, 10 de novembro de 2012

A Crise vista de Portugal e de França - Debate


A Tertúlia Liberdade em parceria com outros amigos, vai promover uma sessão sobre a famigerada "crise" em Portugal e em França, no próximo dia 16 sexta-feira pelas 21.15h na sede da Base-FUT  (sindicalismo autogestionário) situada na Rua Maria, 15 (aos Anjos) em Lisboa.

Neste debate, contaremos com a participação do companheiro Georges, da CNT-Paris (Confédération Nationale du Travail) e do jornalista Pedro Varanda de Castro, cuja análise incidirá sobre a situação portuguesa.

Esta é uma iniciativa conjunta da Tertúlia Liberdade, representada pelo Georges, da Tertúlia "A Troika", com a participação do Pedro V. Castro e da Base-FUT.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

2ª. CONFERÊNCIA/DEBATE DO CICLO CIDADANIA E DEMOCRACIA DIRECTA, HOJE


No passado dia 26 do corrente, realizou-se na Biblioteca/Museu da Repª. e Resistª/Bº. Grandela, a 2ª Conferência deste Ciclo, promovido pela Tetúlia Liberdade em parceria com a Biblioteca/Museu.
Cerca de 30 pessoas participaram num animado debate sobre a crise estrutural do capialismo, que nos pretende fazer pagar os seus bloqueamentos, e que, na sua fase actual, caminha para um falhanço semelhante àquele sofrido há 3 décadas atrás pelo seu irmão siamês do capitalismo burocrático de estado, alcunhado de socialismo real.
 Perante os horrores desta sociedade, de abundância para uns quantos e de desperdício, abandono, destruição da natureza e esmagamento da liberdade para a esmagadora maioria, encontramo-nos hoje perante a necessidade de redescobrir as virtualidades da democracia directa. Abandonado o mito dos representantes, da pretensa igualdade manifesta apenas no condicionado voto político e jamais na democracia económica.
 Procurando agora redescobrir e adequar aos tempos actuais as decisões tomadas através da assembleia dos iguais, do igualitarismo, do associativismo livre, da auto-gestão generalizada e do federalismo.
No próxima sessão, em 23  de Novembro, serão apresentados exemplos concretos deste tipo organização. E convidamos todos os que tenham ideias deste tipo a apresentá-las à assembleia. Para que se estabeleçam contactos e se desenvolvam  cumplicidades e projectos.

A TERTÚLIA LIBERDADE JUNTO DOS CAMPONESES DA ANDALUZIA.
A Tertúlia Liberdade organiza de 1 a 4 de Novembro, uma missão junto do SAT, Sindicato Andaluz de Trabalhadores.
Desta vez contando com 17 pessoas, iremos de novo falar e aprender com elementos deste sindicato, cerca de 30.000, na grande maioria camponeses e trabalhadores agrícolas,
 O SAT é bem diferente dos sindicatos que conhecemos em Portugal. Auto-gestionário, praticante da acção directa e com decisões tomadas em assembeia. Particante do igualitarismo, sem privilégios, defensor do meio ambiente, autónomo e sem obediências partidárias.
Visitaremos realizações do SAT em Somonte, Marinaleda, Osuna e Sevilha e todo o material recolhido, incluindo um filme que rodaremos por lá, será levado junto dos interessados portugueses.

domingo, 21 de outubro de 2012

Autogestão, Cooperativismo e Apoio Mútuo em Debate


A Conferência/Debate - Autogestão, Cooperativismo e Apoio Mútuo integrada no Ciclo "A Cidadania Hoje - Possibilidades para a Democracia Directa" irá decorrer no próximo dia 26 de Outubro pelas 18,30 h na Biblioteca/Museu República e Resistência no edifício Grandela, Estrada de Benfica nº 410 muito perto da Estação de Metro do Alto dos Moinhos.

O conferencista será o economista Vítor Lima que nos fez chegar um resumo da sua comunicação.

O capitalismo no pós-guerra assumia duas formas típicas essenciais: O modelo do capitalismo monopolista, de matriz keynesiana, com um Estado intervencionista no apoio e financiamento do sector privado e o modelo do capitalismo de Estado assente no planeamento centralizado, onde o Estado constituía o nó por onde passava toda a decisão económica.

O primeiro, no chamado Ocidente, evoluiu para o neoliberalismo, com a preponderância do capital financeiro, que se veio a apoderar dos Estados, federando-os e tutelando-os através de órgãos internacionais ou pluri-nacionais, longe de práticas democráticas.

O segundo, apesar do desmembramento da URSS, continua pujante, evoluindo para situações de forte ligação  com as multinacionais e os capitais privados nacionais, mantendo-se a democracia fora da agenda.
Politicamente, a anterior clivagem formal entre capitalismo e socialismo, perdeu atualidade e os reajustamentos estratégicos forneceram caricaturas democráticas para embrulhar os diversos modelos económicos – partidos, eleições, autoritarismo, repressão, com uma viçosa corrupção funcionando, expressamente, como tal ou, sobre a forma legalizada do “lobbying”.

Se os vários modelos actuais do capitalismo se mostram incapazes de satisfazer as aspirações da multidão, para mais, inflacionadas pela indução do consumismo, também os modelos de organização e representação política funcionam como claramente inibidores de expressão democrática. E desse descontentamento surge uma nova simpatia por fórmulas democráticas de gestão da produção (autogestão) e decisão sobre a vida pública (democracia direta), que urge precisar, desenvolver e expandir.

domingo, 14 de outubro de 2012

Vamos Cercar S.Bento




Este não é o nosso Orçamento !

É cada vez mais evidente - a não ser para um governo que segue fanaticamente, e sem olhar a meios, o programa da Troika - que este caminho não nos serve. Temos saído repetidamente à rua para exigir que sejamos ouvidos, para mostrar que estamos indignados com tanta insensibilidade social e com tantos jogos políticos que conduzem sempre ao mesmo resultado: mais pobreza, mais desemprego, mais precariedade, mais desigualdade social, mais austeridade, menos futuro! Saímos à rua porque é nela que mora a última esperança de liberdade quando os governos se tornam cegos, surdos e mudos face às justas exigências de igualdade e justiça social. Saímos à rua porque estes governos apenas se preocupam com a aplicação suicida de políticas pensadas para proteger os mais ricos e os interesses financeiros. Voltaremos a sair à rua em Portugal, em Espanha, na Grécia e em tantos outros lugares pelas mesmas razões essenciais: queremos uma economia virada para as pessoas, uma democracia com direitos para todos e todas sem discriminações e um planeta onde possamos coexistir de forma sustentável e cooperante.

Se o povo quiser, o povo decide, por isso vamos para a rua a 15 de Outubro dizer de forma clara e definitiva que recusamos o retrocesso social imposto, que este não é o caminho e que queremos uma vida digna. Queremos recuperar a nossa responsabilidade sobre o nosso futuro. Governo para a rua já!

Em Portugal, como em Espanha, cerquemos o Parlamento!

              A Tertúlia Liberdade também convoca o Cerco a S. Bento