A Tertúlia Liberdade esteve no
Rossio, em solidariedade com o povo grego no passado domingo dia das eleições
na Grécia. Sem ilusões eleitoralistas, mas como parte integrante do combate do
povo grego contra a ditadura da Troika e dos bancos. A sua luta é a nossa luta.
domingo, 24 de junho de 2012
terça-feira, 12 de junho de 2012
Domingo no Rossio com a Grécia
Quando Passos Coelho garante
sermos um exemplo de mansidão, procurando
anestesiar-nos e conduzir-nos pela trela ao açougue em que a Troika e os
bancos nos imolam, chegou a ocasião de apoiarmos a luta exemplar do povo grego.
As enormes manifestações, greves
e combates de toda a ordem, têm despertado a consciência popular, traduzida,
além do mais, na recusa dos partidos da
Troika, os dos sacrifícios do povo e mordomias dos poderosos que, lá como cá e
por todo o lado, formaram um gangue
internacional do poder económico e dos serventuários políticos, para nos destruírem
aquilo que com tanto esforço conquistámos.
Com o alibi da dívida, contraída
por eles nas nossas costas, esmagam-nos para aumentarem os seus lucros. É isso
que o povo grego tem repudiado.
No próximo domingo, dia 17,
realizam-se eleições na Grécia e, embora a solução para o desespero que o
gangue do capital provoca seja inalcançável através das instituições vigentes,
sabemos que estas são eleições extremamente importantes. Aí se joga o futuro da
Grécia, entre as ordens da Troika e um cortejo de miséria, ou a sua recusa.
De um lado aqueles que, como por cá, aceitam conduzir o povo à miséria para benefício dos
mesmos de sempre, do outro lado o Syriza,
nova organização em que o povo confia
perante a sua recusa na aceitação das ordens da agiotagem. Se vencer, poderão
abrir-se portas para novos avanços populares. A corja que nos governa nem
sequer respeita as suas próprias leis, o Syriza pretende cumpri-las.
O resultado das eleições terá
efeitos em toda a Europa, muito particularmente em Portugal. Se o Syriza
vencer, abrem-se novas perspectivas para uma luta crescente no nosso país. Se
for a vitória dos partidos da Troika, esperam-nos novas e mais gravosas medidas
de empobrecimento.
A TERTÚLIA LIBERDADE E OS SEUS
AMIGOS ADEREM À CONCENTRAÇÃO NO ROSSIO, NO DOMINGO 17, A PARTIR DAS 17H.
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quarta-feira, 23 de maio de 2012
Yorgos Mitralias em Portugal
GRÉCIA E PORTUGAL, A
MESMA LUTA
COM O ACTIVISTA GREGO
YORGOS MITRALIAS
A TROIKA IMPERA E O POVO DESESPERA
DIA 1 DE JUNHO, SEXTA
ÀS 18,30h.
BIBLIOTECA/MUSEU DA
REPÚBLICA E RESISTÊNCIA
ESTRADA DE BENFICA,
419 (metro Alto dos Moinhos)
Uma iniciativa da:
Tertúlia Liberdade
Em parceria com:
ENTRADA LIVRE
OUTRAS SESSÕES
- Dia 2 de Junho. Sábado,
Sessão em Coimbra 16.00
Pátio da Inquisição (na baixa da cidade)
- Dia 3 de Junho, Domingo.,
Sessão no Porto 18.30
Duas de Letra (www.duasdeletra.pt) - Passeio de S. Lázaro 48, Porto
Duas de Letra (www.duasdeletra.pt) - Passeio de S. Lázaro 48, Porto
- Dia 4 de Junho,
Sessão no Barreiro, na Cooperativa de Cultura Popular do Barreiro, às 21.00
Rua Miguel Bombarda, 64 Barreiro
Dia 5 de Junho, 3ª feira, Ao fim da tarde. Sessão de despedida. Em Lisboa, seguida de jantar vegetariano popular, na RDA, Regueirão dos Anjos, 69 (metro Anjos)
Rua Miguel Bombarda, 64 Barreiro
Dia 5 de Junho, 3ª feira, Ao fim da tarde. Sessão de despedida. Em Lisboa, seguida de jantar vegetariano popular, na RDA, Regueirão dos Anjos, 69 (metro Anjos)
"A culpa é da dívida",
arengam diariamente os políticos de serviço, os mercenários da caneta e todos
os arautos do poder que nos oprime. "A dívida", eis o pretexto para
nos fazerem recuar nas nossas condições de vida para um período de há muitas
décadas atrás, quando não de séculos, como é o caso do horário diário de trabalho de 8 horas,
agora posto em causa, desbaratando o esforço hercúleo de milhares de
trabalhadores que lutaram por esse objetivo, como os mártires de Chicago, que
viram a vida sacrificada pelas 8 horas de trabalho quotidiano.
Mas hoje, proclamam os políticos de serviço,
os capitalistas e os seus serventuários, temos de nos sacrificar por outro
motivo, para vencer a crise que eles criaram, beneficiaram e se alimentam. Afinal,
por detrás do abundante fraseado dessa gente, esconde-se um objetivo cruel.
Fazer com que os trabalhadores ganhem menos e trabalhem mais. E ainda, que
paguem mais impostos.
É chegada a hora de dizer NÃO. Basta
de imposturas, de barbaridades para manter o capitalismo opressor e do sacrifício
para que os ricos fiquem mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.
Nós, da Tertúlia Liberdade, em
parceria com os Indignados de Lisboa e o Museu/ Biblioteca da República e
Resistência - Grandela, queremos contribuir para acabar com semelhante embuste!
Por isso convidámos um militante anti-dívida grego a visitar-nos, a falar
connosco, para estabelecermos comparações com a situação entre o seu país e o
nosso, para nos apercebermos das inúmeras semelhanças existentes, ao contrário
do propagandeado pelos bem estipendiados arautos do sistema.
Entre nós estará o Yorgos
Mitralias, jornalista de temas económicos, militante pelo progresso social e
pela abolição da dívida na América Latina e na Europa, com mais de 42 anos de actividade.
Iniciamos uma série de conferências/debate com ele, no dia 1 de Junho,
sexta-feira, às 18,30H. Essa primeira sessão terá lugar no Museu/Biblioteca da
República e Resistência, Bairro Grandela, Estrada de Benfica, 419 (Metro Alto
dos Moínhos)
Como interessado (a) na realidade
que nos envolve e participante na nossa realidade social, estamos certos que
estarás interessado (a) em participar. Por isso mesmo, no dia 1 de Junho contamos
contigo, com o teu interesse e vontade em perceber o rumo das coisas para as
mudar.
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O Imposto de Palhota e Outras Rapinagens - A propósito do IMI
O IMPOSTO DE PALHOTA E OUTRAS
RAPINAGENS - José Luís Félix
As classes dominantes, estribadas
num saber refinado ao longo de séculos, preparam-se para nos fazer pagar os
seus desvarios e ociosidades com um exacerbado IMI.
Os capatazes desta pátria de negreiros
seguem à risca os ditames dos seus antecessores. Daqueles que na Inglaterra
encerravam nas Casas dos Pobres os desnudados de terras e de posses, forçados a
trabalhar dia e noite com um único móbil, o enriquecimento dos patrões.
Ou dos seus sucessores em plena
ditadura salazarenta, que açulavam a polícia a perseguir os serranos da
Estrela, operadores de teares manuais em suas casas, assim atormentados com a extorsão,
o roubo e a prisão. Uma perfídia, destinada a eliminar a concorrência e obter mão-de-obra
dócil e a baixo custo para a indústria têxtil.
Foi gente de semelhante estirpe que, nas
colónias africanas, maquinou o imposto de palhota, destinado a acorrentar a
população. Sobre a habitação tradicional, construída pelos próprios na sua
terra, passou a incidir um imposto, para que lhes fosse consentido habitá-la! As autoridades, raivosas face à
autonomia das populações, assente na economia de subsistência que o uso
ancestral das férteis terras comunitárias lhes permitia, decidiram inverter a
situação. Para isso fizeram uso de um hábito tão velho quanto o Estado, a
imposição do imposto. E semelhante rapina teria fatalmente de ser satisfeita em dinheiro. Na ausência
do vil metal só restava àquelas esbulhadas gentes uma saída, o trabalho nas
plantações coloniais, a venda da força de trabalho a baixo custo, para
conseguirem o dinheirame infligido pela canga fiscal.
Estavam criadas as novas vítimas da sociedade
mercantil, subitamente envolvidas na espiral da necessidade de algo que até ali
desconheciam, o dinheiro e a sociedade da mercadoria que o impõe.
Tratou-se, de facto, de um importante passo
naquilo que a desvergonha reinante classifica como um acto civilizador. Acresce
que essa intriga foi montada na ausência de escravatura, falsamente extinta no
início do século XIX. O salariato, a escravatura moderna, envolvia toda a
humanidade.
Nos dias de hoje somos acossados pelos mandarins
hodiernos cada dia com mais impostos, chupistas do fruto do nosso trabalho,
quando o alcançamos.
Não satisfeitos com o saque
generalizado sobre as carteiras do forçado contribuinte, os sobas em exercício resolveram recriar o
imposto de palhota.
Agora já não com a imposição do trabalho
assalariado, face à sua raridade. Mas com as mesmas perversidades. Ou seja, o
temor do amo, que flagela os seus servos com a imolação da precariedade e do
desemprego, o pavor do cobrador de impostos, ou a concorrência entre desgraçados
e a obediência suportada pelo medo.
A última trapaça dos novos caudilhos é o
abrutado aumento do imposto sobre a habitação, o IMI. Num país onde a política
habitacional, favorável à especulação imobiliária e à ganância bancária, impede
a criação de habitação para aluguer, quase todos são proprietárias, embora
apenas da casa onde residem.
Todos estes proprietários, com
dificuldades crescentes para o pagamento da prestação mensal ao banco, cada dia
maior face aos salários aceleradamente reduzidos, deparam hoje com um novo
pagamento, o actualizado IMI, que os “nossos queridos líderes” decidiram
aumentar para meio por cento do valor matricial da habitação.
E isto representa muitas centenas de euros, nada
menos que 500 euros anuais por cada 100.000 euros do valor do registo da
habitação. Imagine-se uma casa adquirida por 150.000 euros, pois agora os seus
“proprietários” terão de pagar um imposto anual de nada menos que 750 Euros embora, devido à
queda do preço especulativo do imobiliário, sejam actualmente atribuídos ao seu apartamento cerca de 90.000 Euros. Estamos, ou não em
presença de um novo imposto de palhota? Que nos obriga a cortar em despesas
indispensáveis para podermos pagar aos bancos e ao estado.
Talvez a grosseria do 1º ministro faça assim
algum sentido e deva ser levada à prática. Não disse ele que “o desemprego é uma
magnifica oportunidade para o desempregado”?.
Aceite a premissa, é preciso
levá-la até às últimas consequências. Num mundo em que o trabalho escasseia,
talvez seja chegada a altura de lhe por fim. Ao trabalho assalariado, à
opressão que lhe dá origem, não à actividade que todos gostariam de exercer.
E imponha-se ao Dr. Coelho a sua
receita. Que abandone o cargo, mergulhe no desemprego, descubra esse mundo de
oportunidades de que fala e deixe-nos em paz.
E não se esqueça de levar consigo
todos os seus parceiros das mais variadas colorações partidárias, que nos
exploram e oprimem, com o IMI, a crise e demais invencionices com que
estrangulam as pessoas para que os bancos e seus apêndices sobrevivam.
Mas desta vez não vá bater à
porta dos amigos capitalistas para o mimarem, como fez após terminar a
licenciatura aos 30 e muitos anos, até aí sem registar qualquer actividade
profissional, quando num assombroso reconhecimento dos seus méritos, foi
nomeado administrador de 4 empresas. Assim não vale, Dr. Coelho!
terça-feira, 8 de maio de 2012
Emma Goldman recordada em Lisboa
Este é o relato da sessão "Emma
Goldman - Feminismo e Anarquismo", promovida pela nossa Tertúlia
Liberdade, na Biblioteca/Museu da República e Resistência, no Bairro Operário
Grandela, da Estrada de Benfica. A conferencista, Claire Auzias, teve a colaboração
na mesa da Paula Montez e de uma companheira anónima, que efectuou a tradução
quando necessário.
Entre 25 a 30 pessoas,
participaram interessadas na exposição da Claire, que ilustrou o seu relato com
a revelação de diversos episódios da vida daquela anarquista, referindo amiúde
a situação passada e actual do movimento anarquista e a posição da mulher, assumindo diversas tendências de feminismo,
com destaque para aquele que se apresentou e apresenta como um feminismo não
burguês, autónomo e revolucionário,
personificada por figuras como Emma Goldman. A mesma Emma Goldman que proferiu
a célebre declaração, "Uma revolução em que não se dance, não é a minha
revolução ! "
Nesta exposição, a oradora não
deixou de referir a posição de Emma Goldman após a Revolução Russa, quando do
seu imposto regresso à Rússia, o país natal, que as autoridades dos EUA lhe
impuseram, devido à sua actividade revolucionária e contra a barbárie e matança
das guerras, fomentada pelo império do capital. E falou-nos assim do sistema,
falsamente revolucionário que Emma Goldman encontrou, com uma sociedade
concentracionária, dirigida por uma elite ditatorial da pior espécie, para quem
os fins da ditadura dos chefes do partido ditavam todos os meios, e de todo o
fervor que a revolucionária dedicou à mudança de rumo empenhando-se, sem
resultado, em conversas com os principais mentores do regime, para que o
percurso cruel em que seguiam fosse alterado.
O interesse despertado pelo
relato da Claire, em todos os aspectos que abordou, foi bem manifesto ao longo
da sessão e através do diálogo que a assistência travou com a oradora, após a sua exposição.
Para concluir, pode-se considerar que esta
Conferência/Debate foi bem positiva.
A Tertúlia Liberdade, em
colaboração com outros grupos e pessoas, irá prosseguir este percurso, contando
com a indispensável parceria da Biblioteca/Museu da República. e Resistência.
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sexta-feira, 4 de maio de 2012
Domingo estamos nas Caldas
A Tertúlia Liberdade vai estar no
próximo Domingo nas Caldas da Rainha para participar na Feira Libertária. A Feira Libertária das
Caldas da Rainha que se realiza neste fim-de-semana conta com a presença de
vários colectivos e artistas que vão dinamizar espectáculos, performances e
encontros e mostrar as suas actividades. A Tertúlia Liberdade vai dinamizar uma
conversa-debate-tertúlia com o tema «A Troika Impera e o Povo Desespera». Vem connosco
e traz um amigo também.
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sexta-feira, 27 de abril de 2012
Emma Goldman- Feminismo e anarquismo
No próximo dia 4 de Maio, 6ª feira, às 18,30H, a Tertúlia Liberdade, promove no Museu da República e Resistência, uma sessão sobre a revolucionária Emma Goldman, subordinada ao tema "Feminismo e Anarquismo".
Do programa consta a exibição de um documentário sobre a vida de Emma Goldman e uma conferência com a conhecida investigadora Claire Auzias.
O Museu situa-se na Estrada de Benfica, 419, Bairro Operário Grandela, servido pelo metro da Estação do Alto dos Moinhos, a 5 minutos de distância.
Apreciaremos a vossa participação
e agradecemos a divulgação desta sessão. A entrada é livre.
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