sábado, 23 de janeiro de 2010

Sessão sobre o SOC na Ler Devagar em Alcântara


No próximo Sábado dia 30 de Janeiro a partir das 17 horas a Tertúlia Liberdade promove uma iniciativa sobre o Sindicato dos Obreros del Campo da Andaluzia SOC na Livraria Ler Devagar de Alcântara situada no espaço da Lx Factory na Rua Rodrigues Faria por detrás do Largo do Calvário.
O evento com o título Revolução: O Sindicato de Obreros Del Campo da Andaluzia SOC surge na sequência de uma visita que alguns membros da Tertúlia Liberdade realizaram à Andaluzia recentemente e pretende divulgar a realidade de um sindicalismo de luta e combate praticamente desconhecido em Portugal.
Da programação constam para além de um debate a projecção de filmes sobre a luta dos jornaleiros da Andaluzia, música ao vivo, um recital de poesia andaluza e exposições de fotografias e cartazes do Sindicato dos Obreros do Campo da Andaluzia.

Participa e Divulga

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O Paulo Paixão já não está entre nós

Amigas e amigos,

Deixou-nos para sempre o Paulo Paixão, prostrado num leito do Hospital de Santa Maria pela enfermidade que o atormentava de há uns meses a esta parte.
Face à sua ausência a eloquência esgota-se e a saudade acompanha a dor num crescimento inclemente.
O Paulo Paixão, o amigo dotado de tanta humanidade e de um irmanar tranquilo com o ideal libertário.
Partiu para sempre o homem empenhado em causas, amigo de toda a gente, dotado de uma sensibilidade do tamanho do mundo, que ajudou a criar a nossa Tertúlia Liberdade.
Que todos nós nos inspiremos no seu exemplo.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Onda Livre de Dezembro

Escuta o programa de rádio Onda Livre de Dezembro aqui


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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Onda Livre de Novembro online

A emissão de Novembro da Onda Livre, o programa de Rádio da Tertúlia Liberdade, já está online. Muita música, as crónicas dos nossos correspondentes no Brasil e em Paris, excertos de uma entrevista com um dirigente sindical da Andaluzia, poesia e outras rubricas que serão decerto do vosso agrado. Descarregar aqui.



sábado, 24 de outubro de 2009

A Tertúlia Liberdade na Andaluzia


No início de Outubro elementos da Tertúlia Liberdade deslocaram-se até à Andaluzia para conhecer de perto a experiência do sindicalismo alternativo praticado pelo Sindicato Andaluz dos Trabalhadores (SAT). O SAT é o herdeiro actual de uma longa tradição de luta, nascida ainda no tempo do franquismo, entre os jornaleiros dos campos da Andaluzia e aglutina de forma autónoma e muito combativa 20.000 associados maioritariamente trabalhadores assalariados do campo e pequenos camponeses. Não está filiado em qualquer central sindical, embora tenha conexões com a Confederação Geral do Trabalho (CGT).

Na sua origem está o Sindicato dos Operários do Campo e Meio Rural da Andaluzia (SOC-MRA) fundado em 1976 a partir das Comissões de Jornaleiros, que existiam nas aldeias e povoados, continuando na sua matriz bem viva a tradição libertária do jornaleiro andaluz consubstanciada por exemplo na recusa de eleições sindicais e na prática da acção directa.

Mas a acção do SAT-SOC não se esgota na luta sindical e estende-se hoje às autarquias marcando presença em muitos municípios. Graças à sua grande implantação dirige vilas e aldeias, promove a auto-construção de casas (proporcionando habitações extremamente baratas e confortáveis com rendas entre 15 e 30 Euros mensais), dinamiza explorações agrícolas e fábricas onde existe de facto um autêntico espírito cooperativo. O SAT-SOC funciona de uma forma assemblária e participada defendendo a identidade camponesa das muito exploradas gentes do meio rural da Andaluzia, uma nação com área semelhante à de Portugal e cerca de 8,5 milhões de habitantes, onde a estrutura fundiária predominantemente é o latifúndio.

O SAT-SOC sempre promoveu ocupações de terras e lutas de carácter radical contando com um número muito reduzido de profissionais sindicais. Nos últimos meses sindicalistas do SAT-SOC desenvolveram uma luta intransigente em defesa dos trabalhadores contra o desemprego e a precariedade que contou com inúmeros protestos de rua e ocupações.

As mais mediáticas foram sem dúvida a ocupação da estação de televisão andaluza Canal Sur, o desvio da Volta à Espanha em bicicleta e o corte da circulação do comboio de alta velocidade em Sevilha. Um pouco por toda a Andaluzia dependências bancárias, centros de emprego e delegações do governo foram locais por onde passou a luta dos sindicalistas do SAT-SOC.

O culminar destas lutas aconteceu com a grande manifestação de 4 de Outubro em Sevilha onde se exigiu a Greve Geral. Segundo os organizadores desfilaram nas ruas mais de 15 mil pessoas. Nós, Tertúlia Liberdade, também estivemos lá. Actualmente o SAT-SOC, em conjunto com outras organizações, prepara essa Greve Geral recusando que sejam os mesmos de sempre a pagar a crise engendrada pelo capitalismo.

Por tudo isto são perseguidos pelo governo do PSOE, como foram por todos os outros governos anteriores e enfrentam uma série de ataques que passam pela repressão, processos judiciais e por tentativas de corrupção dos seus dirigentes. No entanto a resistência e os apoios locais são de grande dimensão e nada parece conseguir dominar a tenacidade dos trabalhadores da Andaluzia.

Isto é surpreendente, principalmente se considerarmos que se trata de uma organização bem enraizada no meio rural que procura agora estender a sua influência ao meio urbano sem abdicar da sua luta contra o sistema. Uma luta consequente e sem transigências baseada em princípios herdados do antigo anarco-sindicalismo dos campos da Andaluzia hoje reforçados com a defesa da identidade andaluza.

A constatação que fizemos destes factos levou-nos a decidir divulgá-los e iniciar um trabalho de reflexão sobre este exemplo de luta desconhecido em Portugal. Assim dividimos o nosso trabalho em 3 fases: Interpretação, Divulgação e Apoio. Estamos a iniciar a primeira fase e necessitamos da colaboração de pessoas que nos possam ajudar a perceber o que ali acontece. Por exemplo as diferenças em relação ao sindicalismo em Portugal ou as diferenças relativamente ao Alentejo, que com uma estrutura fundiária semelhante, teve uma evolução bem diversa.

Vimos assim dirigir um convite a todos que, no imediato, nos possam ajudar a interpretar esta realidade e que eventualmente queiram colaborar nas fases posteriores. A ideia que temos é de tentar uma aproximação que pode ser consubstanciada nesta expressão: «A sobre-exploração no século XXI e a resposta revolucionária – o exemplo do SAT-SOC na Andaluzia».

Fotografias:

A Tertúlia Liberdade na Andaluzia

Manifestação de 4 de Outubro

A Utopia de Marinaleda

Em El Coronil com o Secretário-geral do SAT Diego Cañamero

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Onda Livre


No próximo Sábado dia 24 de Outubro a Tertúlia Liberdade estreia-se na Rádio com o programa Onda Livre. A emissão será feita às 21 horas através da Rádio Zero. Um programa de uma hora recheado de músicas e entrevistas a não perder.
Para dar voz aos que não tem voz. Aos moradores dos bairros, aos trabalhadores precários, aos imigrantes, aos jovens e a todos que lutam por um mundo diferente e melhor. A Liberdade está no Ar.

Oiça na:
Rádio Zero

segunda-feira, 25 de maio de 2009

«As Colheitas da Revolta» na Padaria do Povo


AS COLHEITAS DA REVOLTA
(utopia e posse da terra)
Um filme de
Richard Hamon e Alexandre Stella


Sábado dia 30 de Maio às 21 horas

na Cooperativa « A Padaria do Povo»
Rua Luís Derouet, 20 a Campo de Ourique
(entrada livre)


No próximo Sábado dia 30 de Maio pelas 21horas, a Tertúlia Liberdade, fará a exibição na Cooperativa «A Padaria do Povo» em Lisboa ( a Campo de Ourique) do filme "As Colheitas da Revolta." Este documentário, inédito em Portugal, relata a luta dos camponeses andaluzes desde os anos 30 do século passado até à actualidade e o episódio trágico de Casas Viejas.

Hoje o sindicato autónomo dos camponeses, o SOC, com mais de 20.000 membros e uma estrutura leve e assemblária, onde as marcas libertárias são nítidas, promove uma luta directa pelos direitos dos seus membros.

Com as vitórias alcançadas, a cada ocupação de terra, não são apenas as condições de vida que estes autênticos «servos da terra» melhoram. Nas cooperativas agrícolas e de habitação que vão criando ensaiam também uma nova organização social.

PARTICIPA E DIVULGA!